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Menos risco, mais resultado: o Brasil na Era da Mineração Inteligente

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A transformação tecnológica da mineração brasileira entrou de vez na pauta nacional. Em junho de 2025, especialistas de todo o Brasil e do exterior se reuniram em Brasília para debater os rumos do setor, em um evento que ganhou destaque no Correio Braziliense. O encontro reforçou que, além de avanços na legislação e na regulação de áreas específicas, o futuro da mineração passa pela adoção de novas tecnologias e pelo uso intensivo da inteligência artificial.

A chamada Mineração 4.0, que integra automação de máquinas, inteligência de dados, sensores inteligentes e novos mecanismos de produtividade e segurança, está estabelecendo novos parâmetros para o setor. O evento também destacou como essas inovações são fundamentais para posicionar as empresas de mineração em um patamar mais competitivo, fortalecendo sua capacidade de enfrentar os desafios do mercado global e liderar em eficiência e segurança.

Essa discussão chega em um momento decisivo. A mineração, historicamente uma das atividades mais perigosas e desafiadoras da indústria, sempre envolveu operações em ambientes hostis, exposição a poeiras, riscos de desmoronamento e acidentes com máquinas pesadas. Mas esse cenário está mudando. E a chave para essa transformação é justamente a adoção de tecnologias inteligentes. Muito além de uma tendência passageira, esse novo paradigma representa uma verdadeira revolução para o setor mineral. Segundo estudo publicado na Revista Foco (v.17, n.10, 2024), a Mineração 4.0 já é uma realidade em diversas regiões do Brasil, impulsionada por soluções como inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), sensores inteligentes, drones, big data e caminhões autônomos.

O Brasil no Centro da Revolução

Como um dos maiores produtores de minérios do mundo, o Brasil está na linha de frente dessa transformação. Empresas como a Vale já implementaram projetos de automação que geraram ganhos significativos em produtividade, economia e, principalmente, segurança. Na Mina de Brucutu (MG), por exemplo, a introdução de caminhões autônomos permitiu:

Aumento de 26% no volume de minério transportado;
Redução de 10% no consumo de combustível;
Eliminação de acidentes envolvendo os caminhões durante o período analisado;
Aumento de 15% na vida útil dos equipamentos.

Os dados revelam que a otimização tecnológica não apenas melhora a eficiência das operações, mas protege vidas, ao reduzir drasticamente a exposição dos trabalhadores a riscos operacionais.

Inteligência Artificial que Salva

Outro exemplo citado no artigo é o uso de inteligência artificial na Mina de Salobo (PA). Lá, sistemas de advanced analytics foram capazes de aumentar em 30% a vida útil dos pneus dos caminhões fora de estrada, o que resultou em uma economia de US$ 5 milhões em apenas um ano. Mais do que economia, esses dados mostram o poder da IA para prever falhas e evitar situações de risco antes mesmo que elas se concretizem.

Sensores: A Base da Prevenção Inteligente

Entre os principais instrumentos da Mineração 4.0 estão os sensores inteligentes, que permitem o monitoramento em tempo real de variáveis críticas como temperatura, vibração, pressão, velocidade e integridade estrutural de equipamentos, incluindo o desalinhamento de correias. Esses sensores, conectados por redes IoT, funcionam como “sentidos digitais” da planta, detectando anomalias e enviando alertas antes que uma falha se transforme em acidente. Além disso, viabilizam manutenção preditiva, reduzindo paradas inesperadas (e seus custos) e aumentando a confiabilidade operacional.

Segundo a BHP (2017), seu projeto de mineração de precisão na mina de Escondida, no Chile, explora o uso de tecnologias de sensores aplicados diretamente aos equipamentos de mineração em massa. Esses sensores analisam de forma rápida e precisa os teores de cobre, otimizando a produção e contribuindo para a extensão da vida útil da mina. Além disso, a BHP testou com sucesso o uso de cápsulas inteligentes que medem a fadiga dos motoristas por meio da análise de ondas cerebrais, tecnologia semelhante à usada pela empresa Rio Tinto. Hoje, mais de 150 caminhões operam com esse sistema integrado. O uso de sensores avançados e controle de processo em tempo real também melhora a qualidade do minério entregue às plantas de beneficiamento, ao mesmo tempo que reduz o consumo de energia e água, reforçando os ganhos em sustentabilidade.

Drones, Tablets e Inteligência Distribuída

Os sistemas inteligentes também avançam com o uso de ferramentas como drones e interfaces móveis. A Vale, por exemplo, utiliza drones no Complexo de Tubarão (ES) para mapear a umidade das cargas em vagões, evitando custos com multas e riscos operacionais. No pátio ferroviário, drones realizam inspeções em áreas de risco, contribuindo para a segurança dos trabalhadores.

Na Mina Totten (Canadá), a Vale também implementou o uso de tablets para controle remoto de equipamentos, o que aumentou a segurança e reduziu lesões entre operadores.

Já a Rio Tinto, com seu programa Mine of the Future, opera 16 minas, portos e 1.700 km de ferrovias autônomas a partir de um centro de comando em Perth (Austrália). Em sua mina de Hunter Valley, a empresa implantou o SmartCap, um boné com sensores EEG que detecta sonolência em motoristas de caminhões e emite alertas para prevenir acidentes relacionados à fadiga.

A Fortescue Metal Group (FMG), por sua vez, opera com a ferrovia de carga pesada mais rápida do mundo e está descarbonizando sua frota de navios e equipamentos com o uso de energia verde e automação pesada na região de Pilbara (Austrália).

Mais do que Eficiência: Segurança como Prioridade

A principal mensagem é clara: a automação salva vidas. Ao permitir que máquinas assumam tarefas repetitivas, perigosas ou em ambientes extremos, ela transforma o ambiente de trabalho e abre caminho para uma mineração mais humana, segura e sustentável. Diversos estudos reforçam que a automação, quando bem implementada, melhora a ergonomia, elimina limitações humanas em ambientes hostis e promove maior precisão nos processos.

O Futuro da Mineração Está na Mão de Quem Evolui

Apesar dos avanços, a adoção plena dessas tecnologias ainda demanda não apenas infraestrutura adequada, mas, sobretudo, um novo perfil de qualificação profissional. A verdadeira revolução não está apenas nas máquinas, mas na capacidade das pessoas de operá-las com segurança, autonomia e inteligência. A automação na mineração não representa uma ameaça aos trabalhadores. Pelo contrário, ela abre portas para ambientes mais seguros, funções mais estratégicas e um setor mais resiliente.

O Brasil tem dado passos importantes nessa direção, mas ainda pode avançar muito mais para transformar a mineração em um verdadeiro exemplo global de inovação e segurança. É justamente nesse caminho que a Grunn faz a diferença. Com soluções inteligentes, sensoriamento avançado e tecnologia voltada à prevenção, apoiamos empresas que desejam evoluir com responsabilidade e resultados concretos. Na jornada rumo à Mineração 4.0, quem avança com estratégia, avança com segurança.

Fale com a Grunn e leve sua operação para o próximo nível de eficiência e proteção.

 

Fonte : https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/6632

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